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Archive for the ‘adolescência’ Category

14 anos atrás…

Após uma longa espanada no pó desse blog, estamos voltando com uma novidade: um post da Sra. Paiéquemcria.

Precisei insistir muito para conseguir liberação para publicar essa mensagem, enviada originalmente para algumas amigas, na íntegra.

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Olá amigas…

“… amigos de sala de aula, conversa vai, conversa vem… namoro de 3 anos!

… menstruação atrasada, gravidez… resultado: Beatriz!! linda…

casamento, convivência, conhecimento, alegrias (muitas), tristezas (muitas), e a pequena Beatriz sempre do nosso lado.

Amadurecimento, discussões, trabalho, mais alegrias, mais tristezas, e a nossa pequena Beatriz acompanhando tudo quietinha, crescendo diante dos nossos olhos, sempre no seu mundo de fantasias…

5 anos, 7 anos, 10 anos, muita coisa aconteceu em nossas vidas…. o mundo não pára! (que bom!!)…

11 anos, 12 anos, 13 anos……….. 14 anos… ontem foi o primeiro Dia dos Namorados da minha filha!!!!!!! O fulano, digo, Danilo (muita coragem da parte dele) apareceu na minha casa procurando a “namorada” dele, com um embrulho nas mãos.Um presente…

Sempre ouvi essas coisas desde que me conheço por gente: um dia vc terá filhos e vai saber o que tô dizendo… vc é muito nova pra namorar…. tem que pensar em estudar…. cuidado com isso… cuidado com aquilo…

Ontem a noite me peguei chorando, pois é, chorando… e lembrando tudo o que sempre ouvi da minha mãe. Agora uso as mesmas palavras que sempre ouvi, não só da minha mãe como de tantas e tantas mães que existem (e que ainda serão) com a minha filha.

Mais… e aquela pequena criança que vi crescer (hehehe…..), deitando no meu colo, sempre me abraçando, meiga, carinhosa com todos, atenciosa…. agora com namorado???

Pôxa, será que o tempo passou e nem dei conta? É …. parece que sim… meu bebê cresceu….

Sei também o que sempre ouvi: Márcia, criamos os nossos filhos pro mundo…. péra lá, pro Mundo não, ela é minha!!!……………. tá bom, tá bom, doce ilusão… é pro Mundo mesmo!!!

O que me resta de agora em diante é pedir: Mundo, por favor, toma conta da minha pequena!! E do Danilo também….”

É isso… queria dividir mais um momento da minha vida com vcs!!

Bjs!!!

se eu pudesse entrar na sua vida

Já fui legal, esperto, inteligente, engraçado. Já fui herói. Várias vezes.

Fui conforto, carinho, amor.

Fui ausente, errado, bravo, rude, injusto.

Fui autoritário, imperativo, paternal, fraternal.

Fui orgulhoso, fiquei orgulhoso.

Algumas coisas mais, outras coisas, menos. Muitas ao mesmo tempo. E não necessariamente nessa ordem.

Agora, cada vez mais, sou espectador. A gente faz filho para o mundo, não pra gente.

Cada dia que passa, a canção faz mais sentido pra mim.

só para registro

Acordei essa madrugada às 2h30, com o telefone tocando. “Pai, tô chegando.”

Dormi no sofá (aguentei firmemente até 1h), esperando minha filha voltar do show do Black Eyed Peas, por que ela estava sem as chaves de casa.

É o começo do fim.

controle de qualidade de batatas-fritas que fazem “creck”

Sou péssimo exemplo de alimentação para os meus filhos. Fato.

Tudo aquilo que te dizem quando é jovem, de que “quando você tiver filhos, você vai ver”, é uma dolorosa verdade. Acho que a primeira experiência que você tem desse tipo é na hora de alimentar seus filhos.

Minha mãe sempre nos deu a liberdade de comer o que queríamos. Pelo menos o que nosso dinheiro podia nos dar.

Sempre fui o filho mais chato na hora de comer. Meus irmãos não deram o trabalho que dei aos meus pais. Minha mãe, corajosa, descascava salsicha para o seu primogênito. Você já tentou tirar a pele de uma salsicha? Tarefa quase impossível, principalmente para quem ainda tinha que servir a refeição para 3 crianças. Batata frita? Eu só comia se ela fizesse “creck”. Sério. Algumas batatas eram rejeitadas de meu prato pelo aspecto, outras eu quebrava, mas algumas poucas eu só descobria testando, na mordida. Não fez “creck”, não comia.

Enquanto a Srta. B era pequena, minha autoridade bastava. Tem que comer porque é importante, faz bem, deixa forte. Agora, adolescente, ela reclama mais do que nunca. Só tenho duas opções: ou imponho minha autoridade de pai, ou provo o danado do repolho. Dar o exemplo, dizem, em uníssono, minha mãe e minha esposa.

Aliás, não recomendo esse dialogo na frente de nenhuma avó. É um momento que deve dar uma grande satisfação aos pais. Não é vingança, tá mais pra uma coisa de continuidade, de se enxergar nos filhos, coisa e tal. Tanto pro bem quanto pro mal, deve ser bacana ver isso acontecer. Mas como avô ou avó, não como pai ou mãe.

Nunca tive que descascar salsicha, ainda bem. Srta. B não come de tudo, mas come bem. Sr. D, foi apelidado pela vovó materna de garoto-avestruz, também não tem me dado trabalho.

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O Sr. Paiéquemcria merece as cutucadas da vovó.