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Posts Tagged ‘pai’

alter egos, síndrome do não-postar e cristais kriptonianos

Meus alter egos (se é que existe plural disso) estão acabando comigo.

Funcionário, chefe, escotista, pai, marido, filho, e afê, blogueiro. Maldita vida adulta. Odeio assumir compromissos e não fazer com qualidade.

Faz dois meses que não apareço por aqui, desde os aniversários da Sra. Paiéquemcria e do Sr. D.

Nesse meio tempo, fui convidado pela Revista Crescer para um café, lá na redação. Evento bacana, conheci outros pais corujas que dispunham seu tempo (?!) para falar das crias.

Lá conversamos sobre vários assuntos, inclusive da culpa que se sente de não-postar. É quase uma síndrome, ficamos com a pesarosa sensação de compromisso não cumprido.

Compromisso com quem, cara-pálida? Só se for comigo mesmo. Sei que tem gente que se dá ao trabalho de vir até aqui, e alguns até gostam (!), mas não posso esquecer o real motivo desses registros.

Esse blog é meu [nerd mode on] cristal kriptoniano [nerd mode off] para os meus filhos. Um dia espero que eles possam olhar para trás, ler esses registros e entendam as atitudes de seus pais. Que eles possam encontrar alívio, orientação, entendimento, amor, carinho e qualquer outra coisa que seja possível absorver em poucas e tortas linhas escritas por um pai babão.

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Sr. Paiéquemcria prefere manter um blog do que fazer registros em vídeo e gravar em cristais que podem destruir o mundo. Ou uma boa parte dele. Mas mudaria de idéia se seus filhos tivessem super-poderes.

dia dos pais

Feliz dia dos Pais! Para mim e pra você!

Ganhei dois presentes, agora que a família tá grandona. É o primeiro dia dos pais do Sr. D, e logo recomeçarão os bilhetinhos, presentes de escolhinha, cartões… Com a Srta. B adolescente, as lembrancinhas artesanais acabaram. 😦

Ainda tenho vários presentinhos de escola da Srta. B, não me desfaço de uma camiseta que ela fez nem morto.

Um beijão pro meu pai, meu sogro, meu avô, meu irmão e todos os pais leitores do blog!

Um abraço especial para dois grandes amigos: Ivo e Marcel, que serão pais no final do ano. Cada um com sua esposa, não os dois juntos. Eles nem se conhecem.

contando histórias :: missão virtual

Eu sei que já puxei saco/fiz jabá/recomendei o blog do meu irmão mais velho na semana passada, mas o danado se superou de novo! Vou tomar a liberdade (nem pedi pra ele) de reproduzir o texto na íntegra, pra não te dar chance de perder essa beleza de crônica de paternidade.

– Papai?
– Oi, filha.
– Senta aqui comigo.
– Claro, querida. Que que você quer?
– Histórinha, papai! Conta uma histórinha?

E lá vou eu. Em minha saga diária de inventar histórias. As preferidas envolvem uvas (isso aí, uvas. Vai entender…) e um passarinho que vive na árvore da casa da vovó. O resto do enredo é por minha conta e risco. E bota risco! As tramas precisam ser originais, senão:

– Não, papai, essa não. Outra.

Às vezes, eu crio histórias aleatórias, por puro entretenimento. Mas em outros momentos, acabo achando que essa é uma chance de incutir bons princípios e ensinamentos na mente da minha filha. E é nessas horas que uvas deixam de chupar chupetas, fazem orações de agradecimento e passarinhos dividem brinquedos com seus amigos de escola.

Fico tentando pensar num jeito de fazê-la entender verdades importantes, de ser educada de um jeito divertido e aprender um pouco sobre o Deus que eu amo, sobre as coisas certas, sobre ser obediente, sobre torcer pro São Paulo.

E acho que as histórias são um bom jeito para isso. Funcionaram comigo, afinal. Quer dizer, funcionam. Seja quando criança, freqüentando a biblioteca pública ao lado da minha escola no Bom Retiro ou lendo as dicas da revista Alegria. Seja agora, já adulto, extraindo valores dos bons romances que carrego pra todo lado embaixo do braço ou entendendo que através das Escrituras, Deus me mostra suas ilustrações e princípios – porque, em certos casos, não importa tanto a literalidade dos fatos, mas seu significado e efeito.

– Papai, conta uma história de você?
– Conto. Qual você quer?
– De você pequeno. Na bicicleta.

Agora ela deu de querer saber da minha infância.

A verdade é que pais são seres insondáveis, grandiosos, infalíveis, perfeitos – e eu tardo a me dar conta de que eu sou, para minha menininha, um herói. Seu mundo, sua história, tudo parece despertar a curiosidade dos filhos. E de alguma forma, é nesse olhar, nessa expectativa toda, que as crianças firmam sua referência.

Eu me lembro do meu pai enquanto eu ainda era criança. Ele era o homem mais forte, o melhor jogador de futebol, o motorista implacável, o churrasqueiro talentoso e, além do Magnum, o único cara bonito de bigode que poderia existir no mundo. E ele me contava as histórias sobre sua vida no sítio, sobre o pai que perdeu na infância, a vinda para a cidade grande… e me ensinou a andar de bicicleta!

E quem imaginaria que tirar as rodinhas da minha Caloi azul-marinho seria, décadas mais tarde, um grande exemplo de bravura e traria novamente à tona todo o sentimento de conquista e liberdade daquele dia? Quem diria que uma dolorosa cicatriz no joelho seria tão útil para ensinar a Nina sobre certos cuidados que devemos ter ao brincar com os amiguinhos – especialmente se for um pega-pega ultra-mega-super-rápido em volta de uma Kombi num chão cheio de areia?

Todo filho deseja conhecer seu pai. E nessa relação de descoberta, das pequenas coisas e das grandes conquistas, o relacionamento amadurece. No conhecimento transmitido, no aprendizado ensinado e nas histórias inventadas. Na troca de palavras e no toque, nisso se solidifica o amor e se edifica uma vida de cumplicidade. Nisso, um filho admira seu pai, o homem se apaixona por Deus, um pai se aproxima do filho, Deus se revela ao homem, um garoto escolhe seu time de futebol e a paternidade ganha um sentido assustador.

Às oito e meia ela dorme. Depois de ouvir uma ou duas histórias, eu cubro minha menina, oro por ela uma outra vez, desejo que tenha sonhos encantadores e deixo o quarto com a luz indireta acesa, sem deixar de estar atento a cada um de seus movimentos.

Então eu me acomodo num canto da sala, recosto a cabeça em algo macio e, com a Bíblia aberta nas mãos, balbucio meu pedido:

– Pai, senta aqui comigo? Me conta uma história de você?

Contando histórias « Missão Virtual.

recomendações – ser pai de novo

Um post de boas vindas à blogosfera.

Meu grande amigo Marcel, que conheci na prisão, criou um blog para contar suas desventuras na tentativa de ser pai pela terceira vez. Tenho certeza que o blog será tão divertido quanto o seu escritor.

Começou agora, mas desde já recomendo a assinatura!

Ser Pai de Novo

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Sr. Paiéquemcria também odeia canja, como você, Marcel…

bat-post

Meia ou macacão de time? Que nada!!

bat-meias!!

Muuuito mais legal!! Brigado, sogra. O presente é para o neto, mas quem agradece é o pai!

E ainda combina com as pantufas do pai!!

Bat-meias e bat-pantufas

bat-meias e bat-pantufas

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O Sr. Paiéquemcria tem frio nos pés.
E uma desculpinha esfarrapada para usar pantufas.