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as sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade

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O Sr. Paiéquemcria dedica esse poema a Sra. Paiéquemcria, que faz aniversário hoje!

uma boa hora

É amanhã, o grande dia…

O Sr. D vai fazer parte do nosso mundinho. Não que ele já não estivesse aqui, mas é uma coisa totalmente diferente um bebê dentro e fora de uma barriga.

Alías, é estranho como tratamos um bebê antes e depois do nascimento. Enquanto ele está na barriga da mãe, nós “caricaturamos” um pouco a criança. Ele tem reações conscientes, chuta de propósito, cutuca quando está com fome e quando a mamãe abusa um pouquinho do esforço físico.

Depois que ele nasce que percebemos o quanto aquele ser é frágil, desprovido de julgamentos, de avaliações. Tudo que ele quer é conforto (barriga cheia, colinho, intestinos/bexiga vazia) e muito carinho.

Tudo que ele tem é amor. Amor incondicional. “Eu te amo porque te amo”, disse Drummond.

Seja bem vindo, filho. E que tenhamos uma “boa hora”.

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O Sr. Paiéquemcria adora essa expressão.