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Posts Tagged ‘comportamento’

sr. paiéquemcria na revista crescer!!

A vida da gente é feita de contradições. Eu me contradizo sempre.

A Revista Crescer de agosto convidou cinco pais “blogueiros”, para darem dicas diferentes de cuidados com os filhos.

Adivinha qual o tema que me convidaram? Alimentação. O cara da salsicha descascada convidado para dar dicas de alimentação. Vê se pode.

A matéria foi dividida em cinco temas. Saúde (com o Aggeo Simões, pai da Ava), alimentação (comigo, vejam só…), viagem (com Gustavo Guimarães, pai do Matheus), tecnologia (com Jorge Freire, pai do Leonardo) e casamento (Renato Kaufmman, pai da Lúcia e padrastro da Maria). O nome de cada pai tá “linkado” com o blog deles. Recomendo a visita.

A matéria completa pode ser vista aqui, e a minha parte, aqui. Ou comprar a revista na banca, página 40. É a matéria de capa “Com a palavra, o pai”, feita pela Thais Lazzeri, editora-assistente de saúde e gravidez na revista e dona do blog “Comer é um Barato”.

Agora tô que não me aguento: entrevista para o blog da Ana Maria, citação no Podbility (Podcast da Bullet), Revista Crescer e até citação do Criador.

Só me falta a televisão. E o glamour.

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Sr. Paiéquemcria está nojento, “meu amor”.

controle de qualidade de batatas-fritas que fazem “creck”

Sou péssimo exemplo de alimentação para os meus filhos. Fato.

Tudo aquilo que te dizem quando é jovem, de que “quando você tiver filhos, você vai ver”, é uma dolorosa verdade. Acho que a primeira experiência que você tem desse tipo é na hora de alimentar seus filhos.

Minha mãe sempre nos deu a liberdade de comer o que queríamos. Pelo menos o que nosso dinheiro podia nos dar.

Sempre fui o filho mais chato na hora de comer. Meus irmãos não deram o trabalho que dei aos meus pais. Minha mãe, corajosa, descascava salsicha para o seu primogênito. Você já tentou tirar a pele de uma salsicha? Tarefa quase impossível, principalmente para quem ainda tinha que servir a refeição para 3 crianças. Batata frita? Eu só comia se ela fizesse “creck”. Sério. Algumas batatas eram rejeitadas de meu prato pelo aspecto, outras eu quebrava, mas algumas poucas eu só descobria testando, na mordida. Não fez “creck”, não comia.

Enquanto a Srta. B era pequena, minha autoridade bastava. Tem que comer porque é importante, faz bem, deixa forte. Agora, adolescente, ela reclama mais do que nunca. Só tenho duas opções: ou imponho minha autoridade de pai, ou provo o danado do repolho. Dar o exemplo, dizem, em uníssono, minha mãe e minha esposa.

Aliás, não recomendo esse dialogo na frente de nenhuma avó. É um momento que deve dar uma grande satisfação aos pais. Não é vingança, tá mais pra uma coisa de continuidade, de se enxergar nos filhos, coisa e tal. Tanto pro bem quanto pro mal, deve ser bacana ver isso acontecer. Mas como avô ou avó, não como pai ou mãe.

Nunca tive que descascar salsicha, ainda bem. Srta. B não come de tudo, mas come bem. Sr. D, foi apelidado pela vovó materna de garoto-avestruz, também não tem me dado trabalho.

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O Sr. Paiéquemcria merece as cutucadas da vovó.

caranguejos, batatinhas e o sr. tumitinhas

Depois do post falando da transferência de responsabilidade, e de ler outro falando da mudança que fizeram na música “Atirei o pau no gato“, fiquei pensando em músicas de crianças.

Um de nossos vizinhos é uma Escolinha Infantil, e hoje estavam cantando:

“Palma, palma, palma, pé, pé, pé, roda, roda, roda, caranguejo peixe é!”

Tsc, tsc… Estão ensinando errado nossas crianças. Caranguejo não é peixe, nem no fundo (ou vasanga, ou vasante) da maré nem em lugar nenhum. É um crustáceo.

E a tal da “Batatinha quando nasce, se esparrama pelo chão”. Conhece? Porque uma batata se espalharia? Desperdício de alimentos? Diz-se que esse é o maior virundum de todos os tempos. O correto seria “espalha ramas pelo chão”. Faz todo sentido, espalhar os ramos da planta pelo solo.

E o Tumitinhas? Cresci achando que Tumitinhas era alguém, e adulto, acho um absurdo alguém dar um anel de vidro. Me iludiram por anos. “O anel que tu me destes, era vidro e se quebrou, o amor que Tumitinhas era pouco e se acabou.”

Precisamos prestar atenção ao que ensinamos aos nossos filhos.

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Sr. Paiéquemcria acha que deveriam aplicar a Lei Maria da Penha no Sr. Cravo. Enquadrado, nunca mais iria deixar a Rosa despedaçada.

pindalolas!

Volto à superfície, depois de um longo tempo ausente, para apoiar alguns amigos em uma questão: tem gente que acha que a responsabilidade pela má educação das crianças pode ser transferida.

Tem gente que culpa a Turma da Mônica pela violência, gula, sujeira, e tem gente que não atira mais o pau no gato, pois não é politicamente correto. Besteira. Quem educa seu filho? Não é você? Quem ensina valores para ele?

Em uma crítica ranzinza e rasa, um senhor chamado Dioclécio (do Observatório da Imprensa) critica a Mônica como incentivadora de “bulling”. Depois, reclama da falta de personalidade nos personagens, comparando-os a alguns clássicos, como Mafalda, Calvin e até o Batman.

Quadrinhos é caricatura, é escapismo, é literatura, é arte, é um monte de coisa junto e misturada. Algumas conflitam entre si, mas é complicado rotular algo e classificá-la como sem personalidade. Vai do entendimento de cada um, e do que pode aprender com a história. E dos valores que pode absorver dela. Sou fã e consumidor voraz de quadrinhos desde os meus 8 anos, e nunca jurei vingança, nunca vesti mascara (pra fazer justiça com as próprias mãos),  nem fiquei sem tomar banho (bem, ás vezes…).

Quase 50 anos de Turma da Mônica não pode ser à toa.

Já aprendi muito com a turma do limoeiro, e como chefe escoteiro (ramo lobo), posso listar vários valores que poderia trabalhar com meus lobinhos nas nossas atividades. Superação, persistência, sociabilidade, trabalho em equipe, caráter, saúde (tanto pro bem quanto para o mal), liderança, nacionalismo, cultura, afeto.  E passo isso à minha filha, leitora da turma desde que aprendeu a ler.

Dá pra ficar a tarde toda escrevendo sobre isso. Mas as pessoas que me estimularam a sair das sombras, após ler no blog delas, falam muito mais (e melhor). Abaixo estão os links, recomendo!

Atirei o pau no gato, sim”, escrito pela Roberta, do Meu projetinho de vida

Não a isenção de responsabilidade”, escrito pela Letícia, do Pelos cotovelos e cotovelinhos

Carta Aberta ao Sr. Dioclécio Luz”, escrito pelo Rob Gordon, do Championchip Vinyl. Não conhecia esse último, mas acabei de virar leitor. Texto bacana.

Obs.: O artigo do Sr. Dioclécio tem, nesse momento, 150 comentários, e nenhum a seu favor.

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O Sr. Paiéquemcria cria planos infalíveis, e adora falar “pindalolas!!” quando algo dá errado.