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Posts Tagged ‘pré-adolescência’

semana nacional da leitura

Hoje abri minha gaveta do trabalho e encontrei um exemplar empoeirado de “Minutos de sabedoria”, de C. Torres Pastorino, da Edições Paulinas. Ganhei de presente anos atrás, e fica sempre no fundo da 2ª gaveta. Resolvi abrir em uma página e tomei uma bronca: “Leia mais! Aproveite mais seu tempo!”.

Juro que gostaria de obedecer, mas não estou conseguindo. O tempo que tenho livre, durmo.

O Sr. D, agora com 50 dias de vida, tem vencido gradualmente a batalha diária contra as cólicas. Mas em compensação resolveu que dormir não é legal, e que ficar com olhos abertos é beeeem mais divertido. Um papai amigo meu, o ZZ, sofre do mesmo mal com a linda Lis. Uso das mesmas estratégias que ele e sua esposa, mas tem coisa que não dá mais certo. O tal do “xiii-xii-xiiii” na orelhinha dele, não rola. Músiquinha ainda dá, mas nem sempre.

Voltando a falar de leitura, sempre lemos muito lá em casa. A Sra. Paiéquemcria com seus livros espíritas, e eu, nerd convicto, com meus gibis, incentivamos a Srta. B desde pequena a leitura. Felizmente tivemos sucesso nessa empreitada. Ela adora ler. Seja Crepúsculo, Poderosa, Crônicas de Nárnia ou Turma da Mônica, ela consome o que pode.

A Srta. B sempre cresceu rodeada de livros e gibis. Mais gibis do que livros, é verdade. Eu, frequentador assíduo da prateleira de gibis das bancas da região, quando comprava os meus quadrinhos, levava um pra ela. Sempre fiz isso, com Mônica, Magali e até Disney quando era pequena. Hoje fica ansiosa pela nova edição da Turma da Mônica Jovem e (quem diria) Luluzinha.

Segunda começa a Semana Nacional da Leitura (12 a 16 de outubro). E a partir desse ano, o Dia das Crianças também é o Dia Nacional da Leitura. Me informaram que um em cada três adultos lembram de sua mãe lendo para eles quando crianças. E os pais? Aposto que nem aparecemos na estatística. Mas devemos apoiar a idéia, e cercar os pequenos de livros. Deixar sempre por perto, ao alcance das mãos, no banheiro, no quarto, cozinha!! Já é um começo.

Post inspirado por:
Roberta, mãe da Luísa, em Meu projetinho de vida: Criando o hábito da leitura

Letícia, mamãe da Laura, do Pelos Cotovelos e Cotovelinhos: Semana Nacional da Leitura – de 12 a 16 de outubro

Ivo, do Indesignação » Blog Archive » 50 anos da Turma da Mônica

Atualização 1: Doh! Fiquei enrolando pra escrever esse post e deixar um comentário para concorrer a um sorteio no Meu projetinho de vida, que perdi o prazo!! Acabou de sair o prêmio… Putz.

Atualização 2: Srta. B vai ganhar hoje Mônica nº 34, Cebolinha nº 34 e Mickey nº 804, com uma sátira do House M. D., o Dr. Mouse, com direito a bengala e o Pateta de Dr. Foraman.

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O Sr. Paiéquemcria Jovem tinha vergonha de ler gibis em público.

a insistente, os relutantes e o desejado

Vem aí o Sr. D!! Finalmente, após 12 anos de espera, a Srta. B tem seus apelos atendidos!

Acho que nem os avós pediram tanto mais um netinho, do que a Srta. B pedia um irmãozinho… Foram muitas indiretas (e diretas também), manifestações públicas de indignação, reclamações. Algumas vezes até causava certo constrangimento para nós. Nos vimos obrigados a conversar com ela, e explicar o porquê ela teria que aguentar mais um pouquinho a solidão de ser filha única.

A Srta. B chegou a ponto de aparecer em casa, depois de um passeio em uma livraria com sua avó, com um livro chamado “Eu quero um irmãozinho!!” (Autora Editora). O livro conta a história de um menino que faz de tudo pra conseguir um irmão. Protestos com cartazes, birra, rega a barriga da mãe e até cria um amigo imaginário. Muito bom, com lindas ilustrações, foi uma das diversas ferramentas utilizadas por srta. B nos seus planos de conquista.

Hoje, na 34º semana de gravidez da Sra. Paiéquemcria, o clima em casa é de pura ansiedade. É ansiedade saindo pela janela, escorrendo pelas portas.

É por esses e outros motivos que o Sr. D é o “desejado”. Por seus pais, que após um aborto, estão tentando novamente (e conseguindo) levar uma gestação adiante. Por sua irmã, a “insistente”, por ser paciente e não desistir nunca. Um dia, espero, ela irá entender porque teve que esperar tanto.

Obrigado pela paciência, Srta. B.

Obrigado pela oportunidade, Sr. D.

Obrigado por tudo isso e muito mais, Sra. Paiéquemcria!

Amo vocês.

perguntas cabeludas, constrangimentos e orientações

Assistindo TV:
-Pai, o que é isso?
-Isso o que?
-Transar.

Já é a segunda vez que ela pergunta isso. Na primeira, ela tinha 5 anos, e foi muito mais fácil responder. Eu disse: “É um nome feio para namorar”, e pronto. Obtive um satisfatório “ah…”.

Agora, 5 anos depois, a coisa complicou. Usei a mesma resposta, e acho que não colou… Deu pra perceber no olhar dela que estava entrando em um assunto diferente, que também estava constrangida. E pensando melhor, ela sabia que estava entrando em um assunto “sério”.

É que não deu tempo de pensar em outra coisa, e pra falar a verdade, nem tinha me preparado para respondê-la um dia. Sabia que poderia ouvi-la, mas nem pensei em quando.

Agora aconteceu. Qual a idade certa pra gente conversar sobre isso? Como conversar?

Encontrei um artigo bem interessante sobre o assunto, Sexualidade Infantil, da Dra. Fernanda Roche, uma psicóloga. E depois de ler a matéria (e dessa minha resposta sem graça), a conclusão que cheguei é uma só: seja natural.

Dependendo da impressão ou atitude que nós, pais passarmos, o sexo vai ser bonito ou feio, certo ou errado. Sexo é natural na vida da gente, e não pode ser feio ou errado algo que faz parte das nossas vidas tão intensamente.

E melhor seu filho saber de você como as coisas funcionam, do que sair perguntando pra quem aparecer primeiro na frente.

😉

pelinhos, suor e corrimentos…

Minha filha está virando mocinha…

Fui sutilmente a me retirar da sala da pediatra, para a médica examinar minha filha, que está com “pelinhos”…

Foi sutilmente mesmo, com uma piscadela e um sinal com o rosto, indicando a porta do consultório.

Sai, sem discutir ou pensar duas vezes. Era um momento delas (as mulheres – minha esposa estava lá dentro), onde um homem não tinha vez. Ou assunto.

Foi a primeira vez que isso aconteceu, acho que tanto pra mim quanto pra minha filha. Até agora nós éramos pai e filha, ela era uma criança, uma menina. Mas daqui pra frente ela passará a ser mulher, e desse universo eu estou fora. Sou homem, posso até saber o que acontece no mundo delas, mas entender, jamais.

Ontem foi marcante, tanto pelo fato dessa “exclusão”, do masculino e do feminino, quanto pelo fato de que minha filha está crescendo. Não só no tamanho (146,5 cm), mas no desenvolvimento.

Esses dias me toquei que tenho uma filha com idade para andar no banco da frente do carro. Na verdade faltam 3 meses, mas ela já me acompanha na frente, começou a mandar no rádio e já teve a primeira “briga” por lugar com a mãe..

Pelinhos, suor, corrimentos. Logo são espinhas, menstruação, peitinhos, ossos doloridos. Com isso virão, creminhos anti-espinhas, absorventes, sutiãs.