pindalolas!
Volto à superfície, depois de um longo tempo ausente, para apoiar alguns amigos em uma questão: tem gente que acha que a responsabilidade pela má educação das crianças pode ser transferida.
Tem gente que culpa a Turma da Mônica pela violência, gula, sujeira, e tem gente que não atira mais o pau no gato, pois não é politicamente correto. Besteira. Quem educa seu filho? Não é você? Quem ensina valores para ele?
Em uma crítica ranzinza e rasa, um senhor chamado Dioclécio (do Observatório da Imprensa) critica a Mônica como incentivadora de “bulling”. Depois, reclama da falta de personalidade nos personagens, comparando-os a alguns clássicos, como Mafalda, Calvin e até o Batman.
Quadrinhos é caricatura, é escapismo, é literatura, é arte, é um monte de coisa junto e misturada. Algumas conflitam entre si, mas é complicado rotular algo e classificá-la como sem personalidade. Vai do entendimento de cada um, e do que pode aprender com a história. E dos valores que pode absorver dela. Sou fã e consumidor voraz de quadrinhos desde os meus 8 anos, e nunca jurei vingança, nunca vesti mascara (pra fazer justiça com as próprias mãos), nem fiquei sem tomar banho (bem, ás vezes…).
Quase 50 anos de Turma da Mônica não pode ser à toa.
Já aprendi muito com a turma do limoeiro, e como chefe escoteiro (ramo lobo), posso listar vários valores que poderia trabalhar com meus lobinhos nas nossas atividades. Superação, persistência, sociabilidade, trabalho em equipe, caráter, saúde (tanto pro bem quanto para o mal), liderança, nacionalismo, cultura, afeto. E passo isso à minha filha, leitora da turma desde que aprendeu a ler.
Dá pra ficar a tarde toda escrevendo sobre isso. Mas as pessoas que me estimularam a sair das sombras, após ler no blog delas, falam muito mais (e melhor). Abaixo estão os links, recomendo!
“Atirei o pau no gato, sim”, escrito pela Roberta, do Meu projetinho de vida
“Não a isenção de responsabilidade”, escrito pela Letícia, do Pelos cotovelos e cotovelinhos
“Carta Aberta ao Sr. Dioclécio Luz”, escrito pelo Rob Gordon, do Championchip Vinyl. Não conhecia esse último, mas acabei de virar leitor. Texto bacana.
Obs.: O artigo do Sr. Dioclécio tem, nesse momento, 150 comentários, e nenhum a seu favor.
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